domingo, 3 de outubro de 2010

Equação

Então cansei!
Pois se não for pra ser, insignificante és pra mim oh viver!
Só em sonhos não suporto mais estar;
Preciso das brilhantes estrelas, pra meu céu iluminar, e me afastar, e me guiar para lá!
Então ponto final, ou interrogação?
E quem há de solucionar esta outra equação?

PERFIL

Sou o que você lê
Mas sou também o que nem muitas palavras poderiam descrever
Sou sentimentos
Também canções
Sou tal qual um vento soprando inspirações
Uma lágrima qualquer
Num papel machê
Posso ser ou nem saber
Um pouco mais de mim
Talvez um pouco de você...

domingo, 29 de agosto de 2010

Desfaço

Desfaço- me.
Repudio o que de melhor você possa fazer.
Enfureço-me,
E questiono a quem me puder escutar:
-Quem minhas mãos atou?
Enojo-me.
O que de tão mal eu fiz?
E rio,
Fingindo não sentir.
Quando foi que eu fiquei tão assim?
E você vê,
Entende o que meus olhos dizem melhor do que mil palavras.
Calo-me.
Mas não é forte o suficiente, meu ódio latente,
Pra fazer enxergar.
Então me perceber,
E me fazer entender
Não faço por mal te querer.

terça-feira, 17 de agosto de 2010

Inverso

Lembro de minha juventude...
Penso no tempo em que só o que havia, era o que realmente importava.
As tardes em que tudo poderia ser muito bom.
Invernos e manhãs.
Onde a preocupação era não saber por onde andava você.
Noites e verões.
Porque viver era também sonhar com o futuro.
Futuro que hoje se faz de recordar as tardes em que pensava ser.
Hoje sou somente sonhos, planos que mudei de direção, que estão no inverso do viver.

sábado, 7 de agosto de 2010

Olhos

Olhos profundos e inexatos
Expressam todo sentimento escondido na alma.
Olhos esses que não mentem,
Às vezes tímidos e nem sempre inocentes...
Olhos de dor e compaixão,
Olhos que enxergam em outra dimensão,
Olhos do "sim" e do "não",
Olhos com e sem razão,
Olhos da alma e não do coração (...)

INFINITO

Quando...
Quando abrir meus olhos, 
Quando enxergar,
Quando eu puder acreditar,
Quando deixar só de sonhar,
Quando meus pés tocarem o chão,
Quando o vento tocar minha mão,
Quando você sorrir,
Quando eu estiver por ti e você por mim,
Quando o quando acabar, e não mais restar nem o amanhã,
E se fizer outrora do infinito e do agora (...)

Lua Fina*

Queria a lua fina pra ninar meus sonhos, mas hoje está chovendo,
E as nuvens negras tomam conta do meu céu.
Mas que fiquem nuvens aventureiras,
Que com águas frias molhem todo o papel,
Pois, só assim, escrevo nas paredes onde todos podem ler;
Assim, nada escrevo nas paredes gélidas do meu ser.




(Imagem retirada da internet)